O lamento dos que vivem as injustiças do racismo


Estamos vivendo a era dos conflitos entre protetores das injustiças do racismo e os que banalizam essa atitude vergonhosa das mais cruéis que descriminaliza o ser humano.

A lei tem mostrado que tudo isso pode mudar, só que por mais que as Leis venham a ser rígidas para punir os que insistem em ter atitudes de racismo contra as minorias, tem ficado mais evidente que não é só punindo e sim educando que vamos ter algum progresso, e com isso também mudar as atitudes no coração das pessoas e desta maneira diminuindo essa pratica que vem de gerações em gerações, produzindo um efeito devastador nas culturas, e é nessa luz que torna as relações do racismo uma matéria muito mais ampla do que apenas só em fazer Leis.

Racismo estrutural do ponto de vista de senadores

Em entrevista à Agência Senado, o senador Paulo Paim (PT-RS), autor do Estatuto da Igualdade Racial (Lei 12.288, de 2010), ressaltou que, infelizmente, práticas racistas permanecem diariamente em todo o mundo. O impacto, disse, é ainda maior no Brasil, país marcado pelo racismo estrutural em suas origens, com consequências que perduram fortemente até os dias atuais.

— O 21 de Março é uma data de luta para reacendermos o pacto contra qualquer tipo de discriminação. A população negra é a que mais sofre em todas as situações. Hoje vivemos uma pandemia mundial e o Brasil, infelizmente, mergulha no caos. Então, neste momento, precisamos do auxilio emergencial, de regulamentar a lei básica de cidadania, de retomar a política de valorização do salário mínimo, e é fundamental vacina para todos — afirmou.

Outros senadores também se manifestaram no Twitter sobre o Dia Mundial contra o Racismo e o racismo estrutural no Brasil. Um deles foi Romário (Podemos-RJ).

“O massacre de Sharpeville, que nos parece distante, nos faz lembrar que ainda hoje é perigoso ser preto. São os jovens negros que mais morrem de morte violenta, são as pessoas negras que seguem nos piores índices sociais de moradia, emprego e renda. Temos um país fundado sobre o racismo, que escravizou pessoas por quase quatro séculos e se recusa a olhar no espelho, e reconhecer que precisamos combater o preconceito com atitudes ativas. Reconhecendo estes abismos sociais e atuando para mudarmos o quadro. Porque o quadro não vai mudar sozinho, deixar de falar não fará o racismo desaparecer”, afirma

A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) foi outra que reiterou que o racismo está longe de ser superado no Brasil.

“O dia de hoje é também uma data para reivindicar as políticas urgentes para a sobrevivência de quem constitui a base da nossa pirâmide da desigualdade. Auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da pandemia e vacina já para todos! Vidas negras importam!”, reivindicou.

Os senadores petistas Paulo Rocha (PA) e Rogério Carvalho (SE) também lembraram o Dia Internacional contra a Discriminação Racial como “uma importante data que reforça a luta contra o preconceito racial em todo o mundo”. Paulo Rocha acrescentou que no dia 11 o Senado aprovou projeto de resolução que institui a Frente Parlamentar Mista Antirracismo (PRS 17/2021). O fórum servirá para que o Parlamento se aprofunde na busca de soluções para superar o racismo estrutural no Brasil.

Fonte: Agência Senado

Mês passado tivemos um caso de Raiana Ribeiro da Silva, de 25 anos, ela contou que era agredida e mantida em cárcere privado pela patroa, em apartamento do bairro do Imbuí, em Salvador. Polícia investiga caso.

Relato de Raiana Ribeiro da Silva

Quando eu vi o basculante do banheiro, aí eu tentei sair. Achava que alcançava a outra janela, mas não alcancei e me soltei. Fiquei pendurada em um ‘degrauzinho’ onde estende roupa, mas não alcancei a outra janela, me soltei e caí”.

Uma amiga de Raiana acrescentou que a babá contou que foi agredida com tapas e com uma colher de pau.

Segundo relatos da vítima, a mulher identificada como Melina Esteves França agredia a babá e a mantinha em cárcere privado.

Esse constitui um pequeno caso de confinamento e agressão, no vasto problema que é o racismo estruturado em geral no Brasil e também no mundo, tirar as amarras que envolvem todas as artimanhas desse mau que engloba o racismo em uma sociedade pode não parecer fácil, mais não impossível.


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