O Talibã chega a Cabul para desespero do povo Afegão


Estamos vendo a chegada do Talibã na capital do Afeganistão Cabul, sendo uma grande vitória para o grupo extremista Talibã, que em meio a sua entrada na capital vem causando uma debandada de civis e até algumas mortes, que se deram no aeroporto, em plena retirada de cidadãos Americanos da sua embaixada, muitos Afegãos tem se dirigido para o aeroporto tentando uma possivel fuga do país.

Passageiros lotam aeroporto de Cabul, no Afeganistão, para sair do país.
Passageiros no aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, para tentar um fuga do país em crise.SHAKIB RAHMANI / AFP

O Palácio do governo Afegão já foi tomado pelos insurgentes que agora assumem o comando, enquanto o presidente e vice fugiram do pais em um helicóptero com muito dinheiro, foi o que disse uma fonte da Rússia.

Combatentes do Talibã assumem o controle do palácio presidencial afegão em Cabul, capital do Afeganistão, após o presidente Ashraf Ghani fugir do país em 15 de agosto de 2021 — Foto: Zabi Karimi/AP
Insurgentes do Talibã assumem o palácio presidencial afegão em Cabul, capital do Afeganistão, após o presidente Ashraf Ghani sair em retirada do país em 15 de agosto de 2021 — Foto: Zabi Karimi/AP


A aparente passividade do Talibã, pode ser justificada pelas forças de segurança que preferiram não lutar e entregando suas armas, preservando a eles e aos civis, ficando mais fácil a entrada em Cabul, pois não houve confrontos entre rebeldes e forças de segurança.

Breve história sobre o Talibã

Mas a lembrança de sua ditadura (1996-2001) traz receios a muitos afegãos. Naquela época, os islamistas conseguiram frear a guerra civil, mas impuseram um código moral que condenou os afegãos ao isolamento. Seu mandato foi especialmente cruel com as mulheres (confinadas ao lar e obrigadas a esconder seu corpo e rosto sob a burca nas raras vezes em que podiam sair) e as minorias. Agora, seus dirigentes tentam projetar uma imagem mais moderada, mas as notícias provenientes das primeiras cidades que caíram sob seu poder, como Herat e Kandahar, são desanimadoras. Lá, os relatos são de que as mulheres estão sendo impedidas de sair para seus trabalhos e frequentar as universidades.Tampouco os países ocidentais confiam no Talibã. Apenas a Rússia e a China responderam positivamente aos apelos do grupo e mantiveram suas embaixadas abertas. A maioria dos Governos já iniciou ou prepara a saída de seus cidadãos – algo que a Suécia inclusive já concluiu. Ao mesmo tempo em que aceleram a retirada, 60 países, entre eles os EUA e os europeus, emitiram um comunicado proclamando que os afegãos “merecem viver seguros e com dignidade” e pedindo aos novos governantes que autorizem quem assim desejar a sair do país. Não está claro, entretanto, para onde essas pessoas poderiam ir, já que poucos têm como conseguir vistos.

Além disso, muitos dos refugiados internos desde o início da ofensiva Talibã foram parar em Cabul, onde sobrevivem de forma precária em casas de familiares e parques. A OCHA (agência humanitária das Nações Unidas) identificou 17.600 indivíduos que precisam de assistência, 2.000 dos quais foram registrados em um só dia. Entretanto, desde domingo a organização paralisou sua atividade “diante da incerteza da situação em Cabul”.


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